Mesmo com todos os avanços da medicina, ainda não se descobriu um substituto para o sangue humano, que é utilizado nos mais diversos casos, desde acidentes de trânsito a pacientes cardíacos e qualquer pessoa que se submeta a uma cirurgia com riscos de sangramento. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o ideal é que 5% da população doe sangue pelo menos uma vez por ano. No Brasil, essa taxa é de apenas 2%.
Os bancos de sangue de todo o País estão sempre com déficit de abastecimento. Uma das causas do problema é a falta de informação da maioria das pessoas, que cercam a doação de sangue de mitos, entre os quais de que o sangue engrossa ou afina após a doação.
Em vez disso, o ato de doar sangue traz benefícios a sua saúde. Segundo o médico Guilherme Deucher, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Ortomolecular (Sobramo), "um estudo realizado na Finlândia mostra que a doação pode diminuir em 86% os riscos de problemas cardiovasculares no homem. A relação entre doação e a diminuição das doenças cardíacas está ligada ao excesso de ferro acumulado no sangue, que se torna um potencial agente oxidante, atuando como catalisador da geração de radicais livres, substâncias tóxicas produzidas pelo organismo".
Já as mulheres têm este risco naturalmente diminuído durante o período menstrual, que elimina o excedente de ferro acumulado no sangue.
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